Gazeta de Muriaé
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Em 28/09/2007 às 08h32

Governo libera acesso direto medicamentos de Aids

  O Programa Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde tem mantido, ao longo de sua história, o compromisso de lutar pela garantia de tratamento a todos os brasileiros. Assim, nosso município acaba de receber uma liberação para que tenha acesso direto aos medicamentos enviados pelo Governo Federal.  Com esta liberação, Muriaé passa a receber uma “farmácia” específica para o tratamento da Aids, contendo anti-retrovirais, remédios para infecções oportunistas e preservativos. A distribuição será feita no Centro Municipal de Epidemiologia.

    Esta “política de incentivo” tem por objetivo descentralizar as ações do Programa Nacional, chegando a diversas localidades. Além de apoiar atividades como campanhas e palestras, o Governo envia recursos extras aos municípios – mediante a apresentação do cumprimento de alguns quesitos com base em critérios epidemiológicos, capacidade de instalações e capacidade gestora da Secretaria de Saúde.

  Em Muriaé, a resolução é fruto da posição de destaque da cidade como Pólo de Saúde e do notável desempenho do Programa de DST/Aids desenvolvido pelo Centro Municipal de Epidemiologia. “Esta liberação é a certificação do funcionamento do nosso programa. O Estado nos visitou e gostou do que viu sendo desenvolvido aqui. Essa farmácia vem facilitar não só o programa, mas dar credibilidade, já que o paciente poderá ter pleno tratamento dentro do município”, disse o Superintendente do programa, Dr. Bruno Licy Gomes de Mello.

  Segundo o infectologista, a iniciativa dará maior liberdade a Muriaé em suas ações de desenvolvimento do programa e busca de melhor atendimento: “Cortamos nosso cordão umbilical com Juiz de Fora, que era a farmácia que fornecia esses medicamentos para nossos pacientes. Agora temos vínculo direto com o Estado. O paciente de Aids não vai precisar sair daqui para pegar remédios especializados em outro lugar; ele já terá acesso a tudo o que precisa aqui. Já os medicamentos comuns, como dipirona e tylenol, podem ser obtidos no Posto”, explicou.

  Há mais de seis meses o Centro Municipal de Epidemiologia vinha buscando, junto ao Ministério da Saúde, essa grande oportunidade para seus pacientes. Após o cumprimento dos quesitos necessários, não tardou para que a “farmácia” fosse liberada. Como o programa é todo realizado online, tanto no que concerne ao envio quanto à distribuição, foi preciso uma alteração nos computadores e na conexão de internet do Centro.

  O Programa DST/Aids de Muriaé atende a mais de 130 pacientes, inclusive da região e da penitenciária. “Nosso município recebe um fundo. A gente faz um Plano de Ação e Metas e o Ministério da Saúde deposita um valor direto para o fundo, voltado para o Programa. Agora, o Estado entendeu que o município é um pólo e que o programa tem total capacidade para acompanhar a micro-região. Temos pacientes de Manhuaçu, Itaperuna, Miraí, Miradouro e de outras localidades. Não existe uma divisa quanto ao programa da Aids. Atendemos ao que é demanda e o Estado nos prepara para isso, dando condições a Muriaé para dar suporte aos pacientes”, destacou Dr. Bruno.

  Segundo ele, o programa desenvolvido junto aos pacientes foi de grande peso na decisão do Ministério: “Poucos municípios no Estado de Minas Gerais têm um programa de funcionamento pleno como o nosso, com atendimento e distribuição de anti-retroviral. Aqui na Zona da Mata temos o nosso serviço e o de Juiz de Fora; não existe nenhum outro que tenha essa plenitude do que realizamos aqui em Muriaé”.

  Para Dr. Bruno, a novidade chega com ares de novos passos a serem tomados pelo setor de saúde municipal: “Gostaríamos de trazer mais dois benefícios para cá: o atendimento aos profissionais da área de saúde que tenham acidente com materiais biológicos e também às pessoas vítimas de violência sexual e que precisem dos anti-retrovirais de forma urgente”, contou.

  O principal objetivo da terapia anti-retroviral (TARV) é diminuir a carga viral e restaurar a imunidade, aumentando o tempo e a qualidade de vida do usuário. Mensalmente, um paciente de Aids, gastaria cerca de R$ 2mil só em TARV, uma despesa que, graças ao empenho da Secretaria Municipal de Saúde, através do Centro de Epidemiologia, pode agora ser evitada.

Autor: Andréa Oliveira

Fonte: SMS



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