Gazeta de Muriaé
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Em 06/11/2026 às 12h08

Operação Cartão Cativo investiga agiotagem com cartões do Bolsa Família

A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Agência de Inteligência Policial de Muriaé, deflagrou a Operação Cartão Cativo, destinada a investigar um esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro envolvendo a concessão de empréstimos com juros abusivos, intimidação de devedores e retenção de cartões bancários de beneficiários do programa Bolsa Família.

Durante a operação, os investigadores apreenderam centenas de notas promissórias relacionadas a empréstimos com cobrança de juros superiores aos limites legais, além de diversos cartões bancários pertencentes a beneficiários de programas sociais, que eram retidos pelo investigado como forma de garantir o pagamento das dívidas contraídas. As investigações também apontaram que o suspeito utilizava métodos de intimidação e ameaças contra as vítimas durante a cobrança dos valores, explorando a vulnerabilidade financeira dos devedores e exercendo pressão para assegurar o recebimento dos empréstimos.

As diligências resultaram ainda na apreensão de duas armas de fogo, munições, um bastão de madeira e um veículo BMW, ano 2026, avaliado em aproximadamente R$ 390 mil, além de documentos e anotações que serão analisados para dimensionar a movimentação financeira do investigado.

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O principal investigado, um homem de 41 anos, é alvo de apuração pelos crimes de usura (agiotagem) e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil também investiga sua possível ligação com o grupo criminoso que atua no tráfico de drogas no bairro Aeroporto, em Muriaé, buscando esclarecer eventual relação entre os recursos movimentados pelo suspeito e as atividades ilícitas desenvolvidas pela organização criminosa.

A operação foi conduzida por investigadores da Agência de Inteligência da Polícia Civil de Muriaé, sob a coordenação do delegado Glaydson Ferreira, responsável pela investigação.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas, apurar a extensão do esquema de agiotagem, rastrear a origem e a destinação dos valores movimentados e esclarecer eventuais vínculos financeiros entre o investigado e organizações criminosas atuantes na região.

O investigado foi preso em flagrante pelo crime de posse irregular de arma de fogo.

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