Gazeta de Muriaé
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Em 18/09/2026 às 10h47

Operação Última Chamada: Polícia Civil recupera relógio da vítima e avança na apuração de latrocínio em Muriaé

A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Agência de Inteligência Policial (AIP) de Muriaé, sob a coordenação do delegado Glaydson Ferreira, realizou, nesta sexta-feira (18/9), nova apreensão no âmbito da Operação Última Chamada, que investiga o latrocínio de Ricardo Ferreira Braga.

Com o avanço das apurações, os investigadores localizaram e recuperaram um relógio da marca Invicta pertencente à vítima. O objeto estava em poder de um terceiro suspeito, localizado no bairro Confidência, em Muriaé.

Segundo os elementos colhidos até o momento, esse terceiro investigado não teria participado diretamente da morte ou da subtração dos bens, mas teria recebido posteriormente o relógio retirado da residência da vítima. A eventual responsabilização pelo delito de receptação será analisada no decorrer do inquérito policial.

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A nova apreensão soma-se à recuperação de dois aparelhos celulares da marca iPhone que teriam sido subtraídos do imóvel após a morte de Ricardo e, posteriormente, revendidos na região central da cidade.

Os bens recuperados passam a integrar o conjunto probatório da investigação e reforçam a linha investigativa de que o crime teria apresentado motivação patrimonial.

As investigações indicam que um dos suspeitos já mantinha relação de amizade com Ricardo e realizava negociações de aparelhos celulares com ele. No dia do crime, esse investigado teria se dirigido à residência da vítima acompanhado de outro homem, com o objetivo de subtrair aparelhos que Ricardo havia anunciado em uma rede social.

A divulgação, feita pela própria vítima, sobre a chegada dos novos celulares teria motivado o deslocamento dos investigados até sua residência e contribuído para a prática do delito.

A Polícia Civil também apura informações de que Ricardo e um dos investigados possuíam dívidas decorrentes de apostas realizadas em uma modalidade de jogo virtual conhecida como "Tigrinho". De acordo com declarações prestadas durante a investigação, ambos teriam perdido quantias significativas, circunstância que poderá ter contribuído para a motivação econômica do crime.

Anteriormente, a Operação Última Chamada resultou na prisão de David Silva Souza, de 38 anos, e na identificação de Brendo Ferreira da Conceição, de 27 anos, como investigados por participação nos fatos.

O aparelho celular de uso pessoal de Ricardo ainda não foi localizado. A Polícia Civil prossegue com as diligências destinadas a esclarecer integralmente a dinâmica do latrocínio, individualizar as condutas, recuperar outros bens eventualmente subtraídos e verificar a participação de outras pessoas no crime.


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