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Em 26/03/2026 às 22h40

Médico é suspeito de cobrar por internações em hospital público

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a operação 'Assepsia', que investiga crimes contra a administração pública e irregularidades no Sistema Único de Saúde (SUS) em Cataguases e outras cidades na Zona da Mata.

Segundo o MPMG, dois médicos são investigados por cobranças indevidas de pacientes do SUS e fraude em jornada de trabalho. Os nomes deles não foram divulgados.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos alvos. Foram apreendidos celulares, computadores e agendas físicas dos investigados.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil.

Cobrança por internações que são gratuitas

Um dos alvos da operação foi um médico vinculado ao Hospital de Cataguases. Conforme o Ministério Público, ele exigia pagamentos de pacientes e familiares para viabilizar internações e atendimentos que deveriam ser totalmente gratuitos pelo SUS.

Há indícios de que as cobranças eram feitas de forma repetida, inclusive em atendimentos de urgência no pronto-socorro.

Em nota, o Hospital de Cataguases esclareceu que não foi alvo de qualquer mandado de busca e apreensão e informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Acúmulo de cargos e falsa jornada de trabalho

Outro investigado é um também médico, suspeito de manter vínculos simultâneos com as prefeituras de Astolfo Dutra, Cataguases e Rodeiro.

A apuração indica que ele recebia salários sem cumprir a carga horária em Astolfo Dutra e Cataguases, trabalhando na iniciativa privada nos horários em que deveria estar no serviço público.

O MPMG também analisa a inserção de informações falsas em registros de frequência para encobrir as faltas.

 



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