A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu as investigações referentes a um crime que chocou a zona rural de Rosário da Limeira em dezembro de 2016. O inquérito policial, agora remetido à Justiça, detalha uma emboscada motivada por uma dívida de venda de pássaros silvestres, que resultou na morte de Paulo José Ivo e na tentativa de homicídio de Claudiomar Gomes do Prado.
O Crime: Emboscada na Fazenda do Funil:
De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu no dia 4 de dezembro de 2016, na localidade conhecida como Fazenda do Funil. As vítimas haviam se deslocado até a propriedade para acompanhar Sebastião Luiz Agostine, conhecido como "Sebastião Gaiola", em uma cobrança de dívida contraída por Claudecir Lino de Souza, vulgo "NADO", referente à compra de pássaros da espécie Trinca-Ferro.
Após um acordo inicial para o pagamento da dívida com um cheque e uma vaca leiteira, Sebastião e outro acompanhante ausentaram-se para buscar transporte para o animal. Foi nesse momento que as vítimas Paulo e Claudiomar, que ficaram vigiando o gado, foram surpreendidas.
Um veículo VW Gol branco aproximou-se do curral e homens armados desembarcaram efetuando diversos disparos. Claudiomar conseguiu fugir para uma área de mata e sobreviveu. Já Paulo José Ivo tentou correr em direção a um açude, mas foi atingido por múltiplos disparos, incluindo tiros de arma longa (calibre 12), vindo a falecer ainda no local.
A Investigação e Autores:
A DHPP de Muriaé reuniu provas técnicas e testemunhais que derrubaram as versões de defesa dos envolvidos. A perícia técnica encontrou cartuchos de calibre 12 e marcas de fuga da vítima, confirmando a tese de execução sumária sem chance de defesa.
O delegado Glaydson Ferreira apontou que a ação foi previamente organizada e contou com a participação de vários agentes. Com base nas evidências, cinco pessoas foram indiciadas pelos crimes de homicídio qualificado (por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima) e tentativa de homicídio.
Diante da conclusão das investigações o inquérito policial foi remetido ao Ministério Público para as demais providências.
